RS – Museu de Rio Pardo sofre e se deteriora em silêncio.

postado em 20 de nov de 2012 12:36 por webmaster   [ 20 de nov de 2012 12:38 atualizado‎(s)‎ ]
Com as portas fechadas para os visitantes, instituição enfrenta danos estruturais e em parte do acervo.


Foto: Portal Gaz/Bruno Pedry

Sem a presença de visitantes, o Museu Histórico Municipal Barão de Santo Ângelo, de Rio Pardo, se deteriora em silêncio. De portas fechadas, o prédio apresenta problemas estruturais por todos os lados e já não oferece segurança aos visitantes. A senzala é um dos pontos mais atingidos pelas infiltrações. Desde o mês passado, a estrutura é aberta apenas para grupos que agendaram a visitação. No entanto, essas pessoas podem visitar apenas o primeiro pavimento, pois o segundo está inacessível. Há dois anos, duas salas do segundo andar já haviam sido interditadas devido às condições precárias.

O prédio do museu possui rachaduras, buracos, infiltrações, goteiras e problemas com cupins. As paredes apresentam, inclusive, marcas de água. A fragilidade da estrutura fez com que a Prefeitura providenciasse a substituição de duas tábuas no segundo piso e dois postes de madeira para reforço – ainda não concluído – no forro da sala de recepção, no primeiro pavimento. As madeiras utilizadas destoam das outras, pois são mais claras que as originais. Conforme informações repassadas pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Rio Pardo, o Executivo ainda pretende executar pequenos reparos para amenizar os problemas com as goteiras. Segundo o secretário de Obras e Saneamento, Joel da Rocha, as telhas que causam as infiltrações deverão ser substituídas nos próximos dias.

Os problemas no imóvel também ocasionaram prejuízos ao próprio acervo do museu. Com a umidade do prédio, diversos itens foram atingidos. As peças que encontram-se nos cômodos do prédio precisam ser protegidas por plásticos para não sofrerem com as goteiras. Os itens que não estão expostos foram envoltos em feltro, plástico e lona para armazenamento. Para este final de ano, Aida faz a recontagem das peças, que somam aproximadamente 1,8 mil itens. Um dos principais destinos de visitação no município, nos últimos anos, o museu ainda não tem data marcada para reabrir as portas.

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